RAÇAS

Nosso plantel conta com as raças:

- Pequinês
- Fila Brasileiro

- Lhasa Apso
- Maltês
- Shih-Tzu






PEQUINÊS




Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O pequinês é uma antiga raça de cão miniatura, originária da China. É um cão pequeno, bem equilibrado e valente. O seu aspecto é leonino, é independente e capaz de defender-se. O peso do pequinês varia entre os 2 e 8 kg.
Eles eram os animais de estimação favoritos da corte imperial. Estes animais também eram chamados de cães Fu (ou Fu Lin) pelos chineses, que os reverenciaram representando-os em várias obras de arte. Eram considerados espíritos guardiães, visto que se assemelham ao mítico leão chinês.

Aparência
A raça pequinesa tem mais de 2000 anos de existência e mudou pouco em todo esse tempo, sendo muito provavelmente a resultante do cruzamento de cães do tipo maltês e terriers tibetanos (que originaram o Lhasa Apso) com os pequineses já existentes nesta época. Atualmente, os criadores modernos e juízes de competições caninas parecem preferir o tipo de pêlos longos ao tipo mais tradicional, de pêlo estilo spaniel. Um poema escrito pela imperatriz Tzu Hsi descreve aqueles que seriam os aspectos essenciais da raça e nos ajudam a entender como os chineses de antanho viam este cão.
Os padrões da raça admitem praticamente todo tipo de combinação de cores. A mais comum é o sable vermelho; esta é a cor da maioria dos pequineses do Westminster Kennel Club Dog Show. Preto e bronze são populares também, mas os dourados parecem ser os preferidos para cães de exposição. O pequinês totalmente branco (exceto a face) ou totalmente preto é deveras impressionante. É fundamental que a face (nariz, lábios e contorno dos olhos) seja negra e os olhos, marrons. Supostamente, há uma variante de pêlo azul (acinzentado) na linhagem pequinesa britânica.
Os olhos do pequinês são grandes, cristalinos, de cor escura e brilhante, levemente proeminentes e redondos. As orelhas, em forma de coração, são providas com longas franjas. O pescoço é um pouco curto e grosso. O tronco é curto, mas com tórax amplo. A cauda é de inserção alta, posição rígida, levemente curva sobre o dorso, com franjas abundantes. Sua pelagem é longa e reta, com crina abundante que se estende atrás dos ombros, formando uma espécie de coleira ao redor do pescoço.
O pêlo de cobertura é basto, com franjas abundantes nas orelhas, nos membros, nas coxas, na cauda e nos pés. Todas as cores e manchas são admitidas, e apreciadas igualmente, com exceção do albino e da cor de fígado. Os exemplares multicoloridos apresentam manchas bem definidas.
O modo de andar bamboleante do pequinês não tem similar no mundo canino. Visto que os chineses os criavam originalmente para fazer companhia ao imperador, suas damas da corte e eunucos, as pernas são arqueadas para desencorajar perambulações. Todavia, eles o podem fazer e o farão, mesmo com cães maiores, quando permitido. É impressionante como as pernas arqueadas lhes permitem caminhar, correr ou trotar.
Pelo padrão inglês, os pequineses devem pesar até 5 Kg (machos) e 5,5 kg (fêmeas), e medir de 15 a 23 cm de altura nas espáduas. Em competições, o padrão americano recomenda que animais acima de 7 kg sejam desclassificados.

Temperamento

Pequinês filhote
Cães pequineses podem ser teimosos. São do tipo que sempre atende quando o dono chama. Não são agressivos com outros cães e se acostumam muito rápido com outros cães que não sejam filhotes, companheira(o)s e irmã(o)s. É fácil acreditar que os pequineses sabem que pertencem à realeza e esperam que você também perceba isso. O pequinês é um cão amigo que você pode adestrar facilmente. Geralmente é cão de um único dono. Ele decide de quem gosta mais e pode lhe surpreender. Eles aceitam facilmente outras pessoas na sua vida. Ele adora criança e é um ótimo cão de companhia. Pode ter ciúmes de seu dono e se tornar um cão agressivo quando contrariado, mas depois se acalma. É um cão amigo, contente, e quando recebe carinho e é bem tratado pode até dar a vida pelo seu dono. Introduzido no (Brasil) na década de 1960, em fins da década de 1970 a grande procura estimulou a ganância comercial; no início dos anos 1990 o pequinês legítimo era raro no Brasil.

Saúde
Os principais problemas dos pequineses envolvem os olhos grandes e sensíveis e o sistema respiratório, por conta de seu crânio pequeno e cara chata, e alergias de pele. Um problema bastante comum são ulcerações nos olhos que podem se desenvolver espontaneamente. Pequineses nunca deveriam ser mantidos fora de casa, pois tem dificuldade em regular a temperatura corporal quando o tempo está demasiadamente quente ou frio. Seus dorsos longos demais se comparados às pernas, os fazem vulneráveis a lesões nas costas. Deve-se tomar cuidado ao erguê-los, para proporcionar suporte adequado para as costas: coloca-se uma mão sob o peito e outra sob o abdômen. Por causa das pernas curtas, alguns pequineses têm problemas com escadas; cães idosos podem não ser mais capazes de subir ou descer escadas sozinhos.

Cuidados
Manter a pelagem do pequinês saudável e apresentável exige que ela seja escovada pelo menos uma vez ao dia (embora criadores admitam que isso possa ser feito apenas três vezes por semana, a escovação diária lhe permitirá levar seu cão ao tosador apenas de 3 em 3 meses). Todavia, se o animal se sujar e a sujeira secar no pêlo, será necessário levá-lo ao tosador, posto que é difícil para um leigo fazer a limpeza sem machucar o cão.

História
Análises de DNA recentes indicam que os pequineses são uma das mais antigas raças de cães do mundo. Pelo menos desde a Dinastia Ming (1368-1644), sua posse estava restrita aos membros da corte imperial chinesa, sendo que o cruzamento e a criação ficavam a cargo dos eunucos. Estes, por sinal, disputavam arduamente entre si as boas graças dos governantes, tentando produzir os exemplares mais ferozes e de aparência mais leonina.
Companhias constantes do imperador, quando este seguia para o salão de audiências, muitos dos seus pequenos companheiros lideravam a procissão anunciando sua chegada com latidos agudos (uma dica para que os simples mortais virassem o rosto para o outro lado). À noite, eles carregavam lanterninhas penduradas nos pescoços.
Ao longo dos primeiros dois séculos da Dinastia Manchu (1644-1912), o pequinês e o Lhasa Apso eram mais parecidos entre si do que são hoje. Mas foi somente nos últimos 100 ou 150 anos que programas especializados de cruzamento na Cidade Proibida e no Ocidente estabeleceram uma conformidade que permitisse distingüir claramente entre ambas as raças.
Durante a Segunda Guerra do Ópio, em 1860, a Cidade Proibida foi invadida pelas tropas inglesas. O imperador Xianfeng fugiu com toda a sua corte. Todavia, uma tia idosa do imperador ficou para trás e, quando os ‘diabos estrangeiros’ entraram, ela suicidou-se. Junto do corpo, os soldados encontraram cinco pequineses que pranteavam sua morte.
Os animais foram recolhidos pelos ingleses antes que o Velho Palácio de Verão fosse queimado. Lord John Hay levou um casal, posteriormente chamados de ‘Schloff’ e ‘Hytien’ e os deu à sua mãe, a duquesa de Wellington, esposa de Henry Wellesley, 3° duque de Wellington. Sir George Fitzroy levou outro casal, e os deu para seus primos, o duque e a duquesa de Richmond e Gordon; este dois, que receberam o prefixo de Goodwood, são os fundadores da linhagem inglesa. O tenente Dunne presenteou o quinto pequinês para a rainha Vitória do Reino Unido, que o denominou Looty.
A Imperatriz Viúva Tzu Hsi presenteou com pequineses vários americanos, incluindo John Pierpont Morgan e Alice Lee Roosevelt Longworth, filha de Theodore Roosevelt.
Os primeiros pequineses na Irlanda foram introduzidos pelo Dr. Heuston. Ele fundou clínicas de vacinação contra varíola na China e o efeito foi dramático. Em reconhecimento, o ministro chinês Li Hung Chang presenteou-o com um casal de pequineses. Eles foram chamados de Chang e Lady Li. O Dr. Heuston fundou o canil Greystones.
O ápice do pequinês como queridinho dos palácios imperiais chineses ocorreu durante o reinado da Última Imperatriz (Tzu Hsi), que ascendeu ao poder em 1861. Para obter prestígio, ela se fez cercar dos diminutos "cães-leões", insistindo para que sua semelhança com o leão fosse tão próxima quanto possível. Após a morte dela em 1908, os serviçais da corte mataram a maior parte dos animais para que eles não caíssem em mãos indignas. Os poucos que escaparam desapareceram em residências particulares sem deixar vestígios; não fosse a raça estar firmemente estabelecida no Ocidente, teria muito provavelmente sido extinta nesta ocasião.
Existem duas fábulas sobre a origem dos pequineses. A primeira é a mais comum, O Leão e a Sagüi:
Um leão e uma sagüi se apaixonaram. Mas o leão era grande demais para a macaquinha. O leão foi até Buda e lhe contou sua desventura. Buda permitiu que o leão encolhesse até o tamanho da sagüi. E o pequinês foi o resultado dessa história.
A segunda fábula, menos comum, é a dos Leões-Borboleta:
Um leão apaixonou-se por uma borboleta. Mas a borboleta e o leão sabiam que a diferença de tamanho era demasiada para ser vencida. Juntos, foram até Buda, que permitiu que o tamanho de ambos se encontrasse na média. E daí veio o pequinês.
Outra lenda diz que o pequinês é o produto da união de um leão e uma macaca, recebendo sua nobreza e pelagem do primeiro e seu andar desajeitado da segunda.

• Na China Imperial, o roubo de um pequinês era punido com a morte, e esperava-se que os visitantes prestassem homenagens aos favoritos dos imperadores, pois os pequineses eram considerados pessoas e muitas vezes recebiam até títulos honoríficos ("Vice-Rei", "Guarda Imperial" etc).

• Cães totalmente brancos - em parte pela sua raridade e em parte pelo fato de que branco é a cor de luto na China - eram grandemente apreciados e sujeitos a muita superstição. Quando surgia algum, acreditava-se que era o espírito de um grande homem, e como tal, o animal era mantido no templo e tratado com profundo respeito.

• Visto acreditar-se que o pequinês havia sido originado do Buda, ele era um cão de templo. Como tal, não era um mero brinquedo. Ele havia sido feito pequeno assim para que pudesse perseguir e destruir os pequenos demônios que podiam infestar o palácio ou templo, mas seu coração era tão grande que ele poderia destruir mesmo o maior e mais feroz. Um livro foi escrito com esta premissa, embora a autora (Barbara Hambly) negue ter conhecimento das lendas: Bride of the Rat God ("A Noiva do Deus Rato").

• Apenas dois cães sobreviveram ao naufrágio do RMS Titanic; um deles era um pequinês!



FILA BRASILEIRO



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O fila brasileiro é uma raça de cão de grande porte desenvolvida no Brasil. São usados freqüentemente como cães de proteção, cães de guarda cães de guia cães Boiadeiro Pertencem à categoria dos Molossóides, ao lado de raças como o boxer, o buldogue, dentre outros.

CARACTERÍSTICAS
Primeira raça brasileira a ser reconhecida internacionalmente pela FCI, o Fila Brasileiro é um personagem da história do Brasil desde os tempos do descobrimento, quando ajudou os colonizadores na conquista de nosso território. Hoje esta raça retorna ao seu posto de orgulho da criação nacional ao ganhar campeonatos mundiais representando o Brasil.
O Fila Brasileiro teve seu apogeu nas décadas de 1970 e 1980, quando era a raça nacional com maior número de registros. Nesta mesma época começaram muitas mestiçagens, com Mastins napolitanos e também com dogue alemães e mastiffs, e assim passaram a ocorrer as primeiras mudanças em seu padrão oficial (1984). A mais marcante mudança foi a decisão dos criadores da época de abrandar o temperamento agressivo que, de certa forma, era exaltado no padrão anterior. Uma escolha que hoje em dia é rejeitada, acredita-se que o fila é um cão necessariamente com ojeriza a estranhos, mas muito dócil com a família e crianças.
Seu porte e o andar quase felino são suas características físicas mais marcantes. O Fila Brasileiro também é conhecido pela fidelidade e devoção extremas ao dono, características comportamentais mais desejadas como um cão de guarda.
Esta raça precisa de exercícios diários e bastante espaço em casa. Com uma pelagem curta, dispensa maiores cuidados.

HISTÓRICO
Muito se fala sobre as raças que deram origem ao Fila Brasileiro, porém, estudos comprovam que a intervenção do homem no aperfeiçoamento da raça dividiu igual importância com as árduas condições encontradas pelos primeiros Filas Brasileiros em nossa história. Eles eram obrigados a desempenhar as mais variadas funções junto aos colonizadores, como guarda, caça, proteção contra animais selvagens, pastoreio e companhia... “Fiel como um Fila” é um provérbio que representa bem a melhor característica da raça.
A teoria mais aceita atualmente é a que reconhece que, durante o período de colonização portuguesa, muitos cães foram trazidos dos Açores pelos colonos. Estes cães pertenciam à raça Fila de Terceira ou Fila Terceirense. Os primeiros cães foram cruzados com outras raças como o Bloodhound, o Mastiff e o Antigo Bulldog, também chamado Doggen Engelsen.
A primeira aparição da raça em exposições ocorreu no ano de seu reconhecimento pela FCI (Federação Cinológica Internacional), 1946, em um evento do Kennel Clube Paulista. Nesta ocasião, dois exemplares (chamados Bumbo da Vila Paulista e Rola da Vila Paulista) inauguraram a participação do Fila.
Hoje, o reconhecimento da criação nacional vem através dos títulos obtidos em competições por todo o mundo.

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS
Nacionalidade: Brasil
Classificação: Guarda
Grupo FCI: 2
Grupo AKC: 8
Porte: Grande
Temperamento: Dominante, possui aversão à estranhos
Treinabilidade: Rigoroso
Grau de Proteção: Grande
Espaço Necessário: Grande
Altura: machos: 65 a 75 cm. fêmeas: 60 a 70 cm.
Peso: Machos: por volta de 50 quilos - Fêmeas: por volta de 40 quilos.
Nível de Energia: Médio
Duração Exercícios Diários: 45 min.
Cor: São permitidas todas as cores sólidas, Preto , Bege, tigrado de fundo nas cores sólidas, com rajas de pouca intensidade até os fortemente rajados, podendo ou não apresentar máscara preta. Em todas as cores permitidas, admitem-se marcações brancas nos pés, peito e ponta da cauda. Indesejáveis as manchas brancas no restante da pelagem.
Tipo de Pêlo: curto
Troca de Pêlo: Moderado
Necessidade de Tosa: Não



LHASA APSO




Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Lhasa Apso ou apso tibetano é uma raça de cão doméstico.
Algo interessante sobre a raça é um fator genético existente em alguns exemplares que faz com que tais animais não desenvolvam a pelagem típica da raça. O lhasa com tal característica genética não se trata de um mestiço, mas sim um indivíduo puro, mas com um fenótipo totalmente fora do padrão da raça, no que se refere à pelagem. Tais cães são conhecidos como "lhasa prapso". "Prapso", é uma abreviatura da expressão inglesa "pherhaps an apso" (talvez um apso). É importante não confundir os prapsos com meros lhasas com pelagem fora do padrão. De fato, um exemplar oriundo de uma criação séria, de boas linhagens e cruzamentos criteriosamente planejados irá desenvolver a pelagem exuberante que caracteriza a raça muito mais provavelmente do que um exemplar oriundo de linhagens inferiores. Quanto menos critérios se tem para realizar cruzamentos, quanto menos conhecimento o criador tenha sobre a raça (e quanto menos os coloca em prática!), maior será a probabilidade de nascer exemplares com temperamentos atípicos, problemas de saúde, extrutura corporal indesejável e pelagem inadequada, muitas vezes não tão cumprida quanto desejável, ou simplesmente demasiadamente lanosa ou sedosa. Mas este não é o caso do "prapso". Eventualmente, estes exemplares podem nascer, "de surpresa", em boas linhagens! Muito mais do que um lhasa de pelagem rala, o "prapso", é um lhasa com pelagem padrão "spaniel"!!! Isto é, o prapso terá pelos semilongos nas orelhas, na parte posterior das pernas, na cauda, no dorso e no peito. Entretanto, a pelagem será absolutamente curta no focinho (não terá a "barba" característica da raça) e na cara em geral e na parte da frente das pernas e nas patas. Ou seja, são lhasas com a pelagem e aparência geral muito semelhante à do Spaniel Tibetano. Além disso, os prapsos são mais ativos e têm uma estrutura corporal mais esguia do que a dos lhasas típicos, além de um focinho mais comprido. No site "The dutch lhasa apso", no qual há muitos textos em inglês que tratam este assunto com muita profundidade, consta informações de que no Tibete, terra de origem de ambas as raças, lhasas e spaniels eram criados juntos, e freqüentemente, cruzados entre si, já que não eram vistos como raças distintas naquele país. Além disso, especula-se a possibilidade de o lhasa advir do cruzamento entre o spaniel tibetano e o terrier tibetano (o qual se assemelha a um pequeno bobtail, de cauda longa, ou a um enorme lhasa apso pernalta). Algo semelhante ocorre com o Shih-Tzu, ou seja, tal como no lhasa, excepcionalmente nascem Shih-Tzus com pelagem "spaniel" ou parecidos com o Chin Japonês, os quais são conhecidos como Shih-Tzu "smooth-coat". Há também os lhasas "half and four", que são exemplares que desenvolvem apenas parcialmente as características anômalas do "prapso". Ao se deparar com um exemplar "prapso" em sua criação, o criador deve ser ético, e doar o exemplar a quem saiba que irá tratá-lo bem. Além disso tais exemplares devem ser afastados da reprodução, já que não possuem as características desejadas para a raça. Entretanto, por mais atípico que um animal seja, por mais que não lhe possa ser atribuído qualquer valor econômico, ele é intrinsecamente tão valioso quanto qualquer outro, pois é uma vida, e como tal deve ser respeitado, e tratado com o carinho e atenção que todo cão merece e precisa. Jamais se deve maltratar ou abandonar um animal apenas por não corresponder às características de determinada raça. Aliás, há bons criadores europeus que não tratam a questão como tabú, chegando a colocar fotos de filhotes prapso nascidos em sua criação em seus próprios sítios! Não seria mais adequado reconhecer tais exemplares como uma variedade dentro da raça, ou mesmo desenvolvê-los como uma nova raça, tal como foi feito com os gatos somalis (descententes de abissínios de pêlo semi longo, que não eram aceitos pela gatofilia oficial)? Fica a sugestão!



MALTÊS



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Maltês é uma pequena raça de cães que não troca de pêlos. Segundo a Confederação Brasileira de Cinofilia o nome "Maltês", ao contrário do que pensa a maioria, não significa que a raça é originária da ilha de Malta (pequeno país europeu). "Maltês", no entanto, é um adjetivo oriundo da palavra semítica "màlat" que quer dizer "seguro" ou "porto". Também é conhecido como Bichon Maltês.

Aparência
O Maltês é um cão pertencente ao grupo dos toys que é coberto da cabeça aos pés com uma manta de pêlo longo, sedoso e branco. Malteses adultos têm entre 1.4 até 2.5 kg. O pêlo é reto e sedoso. A cor é branca pura e apesar de orelhas cor de creme ou cor-de-limão serem permitidas, não são muito desejáveis. Alguns indivíduos tem pêlos encaracolados ou lanuginosos, mas esses são os mais desejáveis. Características incluem cabeça levemente arredondada, com a largura de um dedo. Também tem um nariz preto que tem a largura de dois dedos. As orelhas caídas tem cabelos longos, e os olhos são bastante escuros, cercados por um pigmentação mais escura de pele que é chamada de "halo", dando aos Malteses seus olhares expressivos. O corpo é compacto com o comprimento igualando a altura. Seus narizes podem murchar e ficar cor de rosa ou marrom claro. Isso é muitas vezes chamado de "nariz de inverno" e muitas vezes volta para o preto de novo com uma exposição gradativa ao sol.

Temperamento
Malteses podem ser bastante energéticos e são conhecidos pelos seus ocasionais acessos de atividade física, correndo em volta com velocidade máxima com uma agilidade incrível; mesmo assim, eles ainda servem bem para habitantes de apartamentos. Se você leva uma vida pacata e quer um cão calmo que acompanhe o ritmo dos donos, compre um Maltês. Mas se você leva uma vida agitada e quer um cão que acompanhe o ritmo dos donos, compre um Maltês. É essa vantagem que a raça tem sobre as outras, pois é um cão que se molda ao estilo do dono. São relativamente fáceis de treinar e gostam de um divertido jogo de pega-e-traz. Estes cães inteligentes aprendem muito rápido, e adquirem novos truques e movimentos facilmente. Já que a raça foi criada especificamente para cão de companhia, eles não ficam bem se forem deixados sozinhos por longas horas, a não ser que sejam acustumados desde pequenos a brincarem sozinhos.
A raça tem a reputação de ser bondosa, mas pode ser intolerante com crianças pequenas ou outros cães. Eles são muito protetores do seus donos e irão latir ou poderão morder se animais ou pessoas infringirem no seu território ou se são percebidos como uma ameaça.
Pelo seu tamanho diminuto, Malteses parecem não ter medo. De fato, muitos Malteses parecem relativamente indiferentes à criaturas/objetos maiores que eles mesmo (à não ser, claro, o seu dono). Eles estão entre os cães pequenos mais dóceis, ainda que são vívidos e brincalhões assim como energéticos. Por causa de seu tamanho, Malteses não são uma boa escolha para famílias com crianças pequenas pois eles podem ser facilmente machucados.
É um cãozinho muito calmo, tranqüilo, feliz e carinhoso, está sempre movimentando sua cauda.

Cuidados
Assim como seus parentes Poodle, Bichon Frisé, Lhasa Apso e Shih Tzu, são considerados altamente hipoalergênicos e pessoas que são alérgicas a cães não são alérgicas aos Malteses. São necessários o banho e pentear regularmente para previnir que seu pêlo perca o brilho. Outro hábito que se deve ter desde cedo é o da escovação. Só uma escovação diária pode deixar o pêlo do Maltês lindo como o que normalmente aparece nas fotos. A pelagem do Maltês é formada por pêlos finos e sem sub-pêlo. O banho tem que ser semanal. Uma outra vantagem sobre outras raças, é que mesmo depois de uma semana sem tomar banho, os Malteses nao exalam cheiro de cachorro que os demais cães soltam. Muitos donos mantêm seus Malteses aparados com um "corte de filhote", corte que faz o cão parecer um filhote. Manchas negras perto do olho ("manchas de lágrimas") podem ser um problema nessa raça, e na maioria das vezes é em função da quantidade de água de cada olho do cão e do tamanho dos dutos lacrimais. Se a face é mantida seca e limpa diariamente, as manchas podem ser minimizadas. Se os Malteses são cuidados propriamente, terão um lindo pêlo liso e perfeito. É bom evitar que o Maltês brinque na grama ou quintal, pois isso acaba com sua pelagem. Ele é um cãozinho para viver somente dentro de casa. Não fica doente se mantido sempre limpo, dentro de casa e em companhia dos humanos que ama sem restrições.

Saúde
Os Malteses são genericamente uma raça saudável com poucos problemas inerentes. Alguns problemas vistos são luxação da rótula, White Shaker Dog Syndrome, shunt portosistémico do fígado e atrofia progressiva da retina. A média de vida está entre 13 a 15 anos. Muitas pessoas gostam do "micro maltês", mas a raça não é desse tamanho apesar de ser a menor raça branca do mundo . Ele tem 25 cm e pesa entre 2 e 4 Kg, em tanto o "micro" não é do exato tamanho e não pode ter filhotes, podem nascer do tamanho da raça normal ou nascem bem pequenos (micros).

História
Como um nobre do mundo canino, essa raça antiga foi sendo conhecida por uma variedade de nomes através dos séculos. Originalmente chamado de Cão Melitaie ele também foi conhecido como "Vos Ancião Cão da Malta", o cão das Damas Romanas, o Cão Consolador, o Spaniel Dócil, o Bichon, o Cão Choque, o Cão Leão Maltês, e o Terrier Maltês. Em algum momento dentro dos séculos passados, ele se tornou conhecido simplesmente como o Maltês. A história da raça pode ser traçada de volta em muitos séculos. Alguns colocaram a sua origem em dois ou três milhares de anos atrás e até Darwin colocou a origem da raça em 6000 a.C.
O Maltês é considerado de ter descendido de tipo de cão chamado Spitz achado junto com os habitantes do Lago da Suíça. Ainda que exista alguma evidência que a raça se originou na Ásia e é parente do Terrier Tibetano, a origem exata é desconhecida. Malteses são geralmente associados com a ilha de Malta no Mar Mediterrâneo. Os cães provavelmente foram para a Europa através do Oriente Médio com a migração de tribos nômades. A Ilha de Malta (ou Melitae como era conhecida então) foi o centro geográfico do comércio antigo, e exploradores sem dúvida acharam ancestrais dos pequenos e brancos cães deixados ali para trocas por suprimentos. Os cães foram criados pelos ricos e igualmente pela realeza e foram sendo cruzados para serem especificamente um cão de companhia. Alguns membros da família real que significadamente tinham Malteses foram Maria I da Escócia, Elizabeth I de Inglaterra, Rainha Vitória, Josefina de Beauharnais e Maria Antonieta.
No tempo de Paulo de Tarso, Publius, o governador romano da Malta, tinha um Maltês com nome de Issa com o qual era bastante aficionado. Nesta conexão o poeta Marcus Valerius Martialis (Marcial), nascido em 38 a.C. em Bilbilis na Espanha, fez essa famosa dedicatória em um de seus célebres epigramas:

"Issa é mais brincalhona que o pardal de Catulla.
Issa é mais pura que um beijo de uma pomba.
Issa é mais delicada que uma donzela.
Issa é mais preciosa que jóias indianas...
Com receio de que os últimos dias em que ela vê a luz
devem roubá-la dele para sempre,
Publius tinha tido o retrato dela pintado."

Era dito que a pintura do cão era tão vívida, que ninguém podia diferenciar o cão da pintura.
Durante o Renascimento, o poeta Ludovico Ariosto em algumas linhas da sua óbra-prima literária, Orlando Furioso, descreve um cão que certamente só pode ser um Maltês.

"O menor cão que a Natureza já produziu --
Seu pêlo de longos cabelos, mais branco que arminho
Seus movimentos perfeitamente graciosos e
Elegância incomparável de aparência."
(Vol.II Canto 43)



SHIH-TZU



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Shih-Tzu é uma raça de cães originária do Tibete. O nome vem de "cão leão", porque esta variedade de raça foi cruzada para se parecer com um leão em miniatura. São parentes muito próximos do Lhasa Apso.Os shih-tzu tem expectativa de vida de 15 anos.

Aparência
Seu porte altivo é a sua característica principal. A pelagem é comprida e sedosa com um bom sub-pêlo. É chamado de cão crisântemo por causa do aspecto de sua cara. Sua cabeça é redonda e os olhos bem separados. O focinho é quadrado e curto não possuindo rugas. A altura do Shih-Tzu varia entre 20 e 28 cm e seu peso fica normalmente entre 4 e 7,5 kg. O rabo é muito peludo, elevado e encurvado sobre o dorso.
Os Shih-Tzus existem em qualquer cor ou mescla de cores, mas é altamente desejado que os exemplares tenham uma marca branca na cabeça.

Fator Genético
Alguns Shih-Tzus têm um fator genético que faz com que, se cruzarem com outro Shih-Tzu com o mesmo fator, poder dar origem a filhotes conhecidos por smooth coat, cuja aparência lembra mais um mestiço de Chin Japonês com Pequinês, do que o Shih-Tzu.
Tal característica é perceptível a partir dos 2 meses de idade e não é bem recebida, sendo que exemplares deste tipo devem ser proibidos de reproduzir (mas nunca abandone ou maltrate um cão, é antiético além de ser crime!). Acredita-se que esta característica genética seja herança do Spaniel do Tibete, que teria participado na formação do Shih Tzu, dando origem aos smooth coat. Algo semelhante acontece também com os Lhasa Apsos. Shih-tzu fêmea, com 18 meses de idade. A raça é conhecida pela mansidão e carinho.

Temperamento
Os cães da raça Shih-Tzu são extremamente dóceis e adoram ficar por perto daqueles que fazem carinho neles. São indicados para áreas de convivência em apartamentos ou áreas similares. São bastante educados com relação à suas necessidades fisiológicas, considerando-se que devem ser treinados quanto ao local adequado para isso. Alguns comportamentos observados: Nunca dormem no mesmo local onde fazem suas necessidades, adoram beber água, adoram pisos frios (devido a sua pelagem e origem) e adoram ficar deitados perto do dono ou de alguém que gostam muito. Diferente de outras raças, o Shih Tzu pode ficar sozinho numa boa, pois não late em excesso nem destrói a casa.

História
Acredita-se que a raça é o resultado da cruza de um Pequinês com um Lhasa Apso em tempos antigos. De fato, análises de DNA recentes comprovam que é uma das mais antigas raças.
Existe uma lenda que diz que o Shih-Tzu é o símbolo do amor impossível entre uma princesa chinesa e um mongol (povo predominante no Tibete). Como o casamento lhes foi negado eles teriam resolvido cruzar um legítimo representante da China (o Pequinês) com um de Lhasa (capital do Tibet), o cão da raça Lhasa-Apso. Da união das raças teria surgido o Shih-Tzu.


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